Por que a equipe não usa o sistema novo (e como resolver)
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Boa parte dos pedidos de "aplicativo" se resolve melhor com um sistema web no celular — por uma fração do custo. Entenda as quatro opções, quando o app se justifica e quanto cada caminho pesa no orçamento.
Mário Lucas 4 min de leitura
"Quero um aplicativo para a minha empresa" é um dos pedidos mais frequentes — e um dos que mais precisam de uma pergunta antes: aplicativo para quê, e para quem?
Na maior parte dos casos que chegam descritos como "app", o que a empresa precisa é de um sistema web bem feito, que funcione no celular. A diferença entre as duas coisas muda o custo, o prazo e a manutenção de forma significativa.
Roda no navegador e se adapta à tela do celular. Uma base de código, acesso por link, atualização instantânea para todos os usuários, sem loja de aplicativos no meio. É o padrão para sistemas de gestão, painéis, portais de cliente e ferramentas internas.
É o sistema web com um empacotamento extra: ganha ícone na tela inicial, abre em tela cheia, funciona parcialmente sem internet e pode enviar notificações. Custa pouco a mais que o web e cobre boa parte do que as empresas realmente querem quando pedem "um app".
Uma base de código gerando aplicativos para Android e iOS, publicados nas lojas. Acessa recursos do aparelho — câmera, GPS, biometria, armazenamento local — e é a escolha mais comum quando um aplicativo de verdade se justifica.
Código separado para cada plataforma. Máximo desempenho e integração com o sistema operacional, com o custo de manter duas bases. Faz sentido para produtos que dependem de gráficos pesados, processamento intenso ou recursos muito específicos do aparelho.
Tome o sistema web como referência de esforço. A partir dele, em ordem de grandeza:
E há um custo recorrente que quase ninguém antecipa: aplicativo publicado em loja precisa de contas de desenvolvedor pagas anualmente, passa por revisão da Apple e do Google a cada envio, e exige atualizações periódicas só para continuar aceito quando as plataformas mudam as regras. Isso acontece todo ano, independentemente de o seu negócio ter mudado.
Vale a pena quando pelo menos um destes pontos é essencial para a operação:
Aplicativo mal adotado é pior que ausência de aplicativo: você paga desenvolvimento, paga lojas, paga manutenção — e a equipe continua usando a planilha.
Construa primeiro o sistema web, responsivo, resolvendo o processo de ponta a ponta. Coloque em produção, veja o uso real e observe de onde as pessoas acessam. Se os dados mostrarem uso pesado de celular em situação de campo, você já tem toda a base de dados, as regras e as APIs prontas — o aplicativo vira uma camada sobre o que existe, não um projeto do zero.
A ordem inversa é a que gera retrabalho: app bonito na frente, sem sistema atrás, com dado entrando em lugar nenhum.
Em vez de pedir "um aplicativo", descreva a cena: quem usa, onde está fisicamente, com qual aparelho, quantas vezes por dia e o que acontece se a internet cair naquele momento. Essas cinco informações decidem sozinhas a resposta técnica — e mudam o orçamento mais do que qualquer lista de funcionalidades.
A lógica completa de formação de preço está em Quanto custa desenvolver um software sob medida. E se quiser que a gente avalie a cena real da sua operação antes de decidir entre web e app, fale com a Sixtec.
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