Sixtec Sixtec

O que vale automatizar na sua operação — e o que não vale

Muita empresa automatiza o processo fácil em vez do processo que dói. A ordem certa antes de automatizar, o que compensa, o que não compensa e a conta que decide.

Mário Lucas 4 min de leitura

Engrenagem laranja em contorno acima de uma esteira com caixas alternadas em laranja e cinza

Automação virou sinônimo de modernidade, e por isso muita empresa automatiza a coisa errada: o processo que é fácil de automatizar, em vez do processo que dói. O resultado é um robô caro executando com perfeição uma tarefa que não precisava existir.

Antes de automatizar qualquer coisa, vale aplicar uma ordem simples.

A ordem certa: eliminar, simplificar, padronizar, automatizar

  1. Eliminar. Esta etapa ainda é necessária? Muitos relatórios, aprovações e conferências existem por razões que desapareceram anos atrás. Automatizar algo inútil é gastar para tornar o desperdício mais rápido.
  2. Simplificar. Dá para fazer com menos passos, menos aprovações, menos idas e voltas? Processo complexo automatizado vira automação complexa — cara de construir e cara de manter.
  3. Padronizar. Todo mundo faz igual? Se cada pessoa faz de um jeito, não há o que automatizar ainda: primeiro define-se o jeito.
  4. Automatizar. Só agora.

Pular direto para o passo quatro é o erro mais comum e o mais caro.

O que compensa automatizar

  • Alto volume e regra estável. A mesma operação, muitas vezes por dia, sempre do mesmo jeito. É o caso ideal.
  • Transferência de dado entre sistemas. Pessoa copiando informação de uma tela para outra é o exemplo mais puro de trabalho que a máquina faz melhor, mais rápido e sem errar.
  • Tarefa que depende de horário. Fechamento, conciliação, envio de cobrança, backup. A máquina não esquece nem sai de férias.
  • Verificação em lote. Conferir mil registros contra uma regra é trabalho em que o humano se cansa e erra; o sistema não.
  • Aviso no momento certo. Prazo que vence, estoque no limite, contrato a renovar. Automatizar o gatilho costuma valer mais que automatizar a execução.

O que não compensa

  • Exceção frequente. Se metade dos casos foge da regra, a automação vira uma máquina de exceções — e alguém passa a gastar mais tempo corrigindo o robô do que gastava fazendo o trabalho.
  • Processo que ainda está mudando. Automatizar congela o processo. Se ele muda todo mês, você vai pagar para refazer a automação todo mês.
  • Baixo volume. Uma tarefa feita três vezes por mês raramente paga o custo de construir e manter a automação.
  • Decisão que exige julgamento. Automatize a coleta e a organização da informação; deixe a decisão com a pessoa. O ganho está em ela decidir com tudo na mão, não em ela ser substituída.
  • Relacionamento. Automatizar o contato humano em momento sensível — cobrança delicada, reclamação, negociação — economiza minutos e custa clientes.

A conta antes de decidir

Para cada automação candidata, levante quatro números: quantas vezes por mês a tarefa acontece, quantos minutos leva cada vez, quanto custa a hora de quem faz e quanto custaria construir e manter a automação por ano.

Se o custo anual da automação for maior que o custo anual da tarefa, a resposta é não — por mais que seja tecnicamente interessante. E inclua a manutenção na conta: automação não é obra entregue, é código que precisa acompanhar as mudanças do processo e das APIs envolvidas.

Comece pelo gargalo, não pelo fácil

A tentação é automatizar o processo mais simples, porque entrega resultado rápido. Só que o ganho total de uma operação é limitado pelo seu ponto mais lento: acelerar uma etapa que já não era o gargalo não muda o tempo total do ciclo — só faz o trabalho chegar mais rápido na fila de sempre.

Identifique onde as coisas param e comece por ali, mesmo que seja mais difícil.

Toda automação precisa de três coisas

  • Um jeito de saber que funcionou. Automação silenciosa que falha é pior que trabalho manual: ninguém percebe até o problema estourar.
  • Um caminho manual de emergência. O sistema do parceiro vai cair algum dia. A operação não pode parar junto.
  • Um dono. Alguém responsável por acompanhar se ela continua correta quando o processo mudar.

Automação bem escolhida devolve tempo de gente qualificada para trabalho que exige gente qualificada. Mal escolhida, adiciona um sistema a mais para manter. A diferença está no diagnóstico, não na tecnologia — que é o motivo de tratarmos o levantamento da operação como primeira etapa de qualquer projeto.

Quer mapear o que vale automatizar na sua operação? Fale com a Sixtec.

Newsletter

Os próximos artigos, no seu e-mail.

Artigo novo no blog da Sixtec chega às 11h. O que for publicado até esse horário vem junto, em uma única edição.

A inscrição começa quando você confirma pelo link do e-mail, e toda edição traz o link para cancelar.

Contato

Vamos conversar sobre a sua operação?

Conte o desafio do seu negócio. Avaliamos se um dos produtos do nosso portfólio resolve — ou o que seria preciso construir.

Onde estamos
Araripina – PE, Brasil