Como funciona o desenvolvimento de um sistema: as 10 etapas explicadas
Desenvolvimento de software não é caixa preta. São dez etapas, cada uma removendo um risco específico — e em cada uma existe algo que só o cliente pod...
Integração é o item que mais estoura prazo em projeto de software. As três perguntas que decidem a viabilidade, os quatro caminhos técnicos possíveis e os erros que aparecem sempre tarde demais.
Mário Lucas 4 min de leitura
Integração é o item que mais estoura orçamento e prazo em projeto de software. Não porque seja difícil em si, mas porque quase sempre é tratada como detalhe técnico no fim da lista — quando na verdade determina se o novo sistema vai entrar no fluxo da empresa ou virar mais uma ilha de dados.
Este texto explica o que perguntar antes de assumir que "dá para integrar".
Para cada sistema que vai continuar existindo — ERP, emissor fiscal, meio de pagamento, CRM, base legada —, responda:
Três "sim" significam integração previsível. Um "não" em qualquer item já muda a estimativa de forma relevante — e precisa estar escrito como premissa na proposta.
O cenário bom. O sistema expõe endpoints documentados, a autenticação é padrão de mercado e existe ambiente de teste. Integração vira trabalho de engenharia normal, com prazo estimável.
Comum em ERPs mais antigos: os sistemas trocam arquivos em uma pasta ou por transferência automática, em horários definidos. Funciona bem, é barato de construir e tem uma limitação importante — o dado não é instantâneo. Se a operação exige informação em tempo real, esse caminho não serve.
Tecnicamente possível, e a opção mais arriscada. Qualquer atualização do outro sistema pode quebrar a integração sem aviso, e escrever direto no banco alheio pode corromper dados. Use só para leitura, só quando não houver alternativa, e com a consciência de que é uma solução temporária.
Um robô que preenche a interface como se fosse uma pessoa. É o último recurso, para sistemas fechados sem nenhuma outra porta. Quebra a cada mudança visual do sistema de origem e exige manutenção constante. Serve como ponte enquanto se negocia acesso melhor, não como arquitetura definitiva.
É a decisão que evita a maior parte das confusões futuras. Para cada informação compartilhada, escreva onde ela nasce e para onde ela flui: o cadastro de cliente é criado no CRM e replicado no ERP; o preço é definido no ERP e apenas lido pelo novo sistema; o estoque é controlado no ERP e consultado em tempo real.
Sem esse mapa, duas telas mostram números diferentes e ninguém sabe qual está certo — o cenário que mais destrói a confiança da equipe em um sistema novo.
APIs de terceiros mudam de versão, descontinuam campos e alteram regras de autenticação. Esse é um dos componentes do custo de manter um sistema, e por isso integração precisa ter monitoramento próprio: alguém tem que saber que a sincronização parou antes de o cliente perceber.
Na Sixtec, conectamos os sistemas que entregamos ao que já roda na operação — ERPs, emissores fiscais, meios de pagamento, e-mail e WhatsApp — justamente para o novo software entrar no fluxo existente. Se quiser mapear as integrações do seu caso antes de fechar escopo, fale com a gente.
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