Como pedir e comparar orçamentos de desenvolvimento de sistema
Três orçamentos com valores muito diferentes quase nunca descrevem o mesmo projeto. O que enviar aos fornecedores, o que exigir em cada proposta e com...
Nem todo problema de operação justifica desenvolver um sistema do zero — e nem todo sistema de prateleira cabe na sua operação. Um método objetivo para tomar essa decisão antes de gastar dinheiro com a resposta errada.
Mário Lucas 6 min de leitura
Toda empresa que cresce chega no mesmo ponto: a planilha não dá mais conta, o sistema atual trava o processo e alguém pergunta se não seria melhor "mandar fazer um sistema". A partir daí, a conversa costuma virar uma disputa de opinião — quem gosta de tecnologia defende construir, quem controla o orçamento defende comprar.
É a discussão errada. A escolha entre software sob medida e sistema pronto não é uma questão de preferência, e sim de diagnóstico. Existe um jeito de fazer esse diagnóstico antes de assinar qualquer contrato.
A pergunta não é "quero um sistema meu ou um sistema pronto?". A pergunta é: o processo que dói na minha operação é igual ao processo de todo mundo do meu setor?
Folha de pagamento é igual em toda empresa — a lei é a mesma. Emissão de nota fiscal é igual. Contabilidade é igual. Para esses processos, comprar um sistema pronto é quase sempre a decisão certa, porque alguém já resolveu o problema para milhares de empresas e dilui o custo de manutenção entre todas elas.
Já a forma como a sua empresa precifica um orçamento, aprova uma ordem de serviço, distribui atendimento entre a equipe ou controla a passagem de um lote entre setores raramente é igual à do concorrente. É nesse tipo de processo que o sistema de prateleira começa a cobrar caro — não em dinheiro, em tempo de gente.
A comparação honesta não é "licença anual" contra "preço do projeto". É o custo total de operar o processo nos dois cenários, por três anos.
Do lado do sistema pronto, entram na conta: a licença, as customizações cobradas à parte, os módulos que você precisa comprar depois, as horas de consultoria de implantação, o tempo da equipe alimentando o sistema em dobro e o retrabalho gerado pelo dado que chega errado. Do lado do sob medida, entram: o desenvolvimento, a infraestrutura, a evolução contínua e a manutenção.
Um detalhe que decide muita coisa: em um sistema de prateleira, a fila de prioridade é do fornecedor. Em um sistema próprio, a fila de prioridade é sua.
Responda com honestidade. Se três ou mais respostas forem "sim", o projeto sob medida provavelmente se paga.
Na prática, a melhor arquitetura raramente é 100% comprada ou 100% construída. O padrão que funciona é: compre a commodity, construa o diferencial e integre os dois.
Mantenha o ERP fiscal e contábil que já existe. Construa sobre ele o sistema que organiza a sua operação de verdade — aquele que a equipe usa o dia inteiro — e conecte os dois por API. Você fica com o núcleo do seu negócio sob seu controle sem reescrever o que já está resolvido e sem assumir risco fiscal desnecessário.
É exatamente assim que projetamos os sistemas que colocamos em produção: o novo software entra no fluxo que já existe em vez de criar mais uma ilha de dados. Você pode ver as plataformas que já construímos e o método que aplicamos em cada etapa.
Antes de pedir orçamento a qualquer fornecedor, faça o levantamento do processo: quem usa, quantas vezes por dia, onde a informação trava, o que é feito fora do sistema e quanto tempo isso consome. Esse documento sozinho já muda a qualidade de qualquer proposta que você receber — inclusive a de quem vender sistema pronto.
Se quiser discutir o caso da sua operação antes de decidir, fale com a Sixtec. Avaliamos se um produto de mercado resolve, se um dos produtos do nosso portfólio resolve — ou o que seria preciso construir.
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